domingo, 8 de março de 2020

Após ser solto, vice acusado de matar prefeito tenta assumir prefeitura de Davinópolis

Ivanildo Paiva e José Rubem Firmo.
Após receber liberdade provisória, o vice-prefeito José Rubem Firmo (PCdoB) tentou assumir o cargo de prefeito de Davinópolis, na região sudoeste do Maranhão. Para a polícia, José é o mandante do assassinato do prefeito e companheiro de chapa Ivanildo Paiva, em novembro de 2018.

Segundo a polícia, o vice-prefeito teria cometido o crime para tomar o poder devido a promessas não cumpridas, como o pagamento de R$ 300 mil após a reeleição da chapa, além de Ivanildo não ter entregue a ele o controle político da Secretaria de Educação do município. Esses acordos teriam sido feitos a época da campanha, quando ambos buscavam a reeleição.
A tentativa de assumir o cargo de prefeito aconteceu após o juiz da 2ª Vara Criminal de Imperatriz, Marco Antônio Oliveira, atender a um requerimento e retirar a medida cautelar que afastava José Rubem da prefeitura.

O juiz Marco Antônio é o mesmo que revogou a prisão de José Rubem, na última quarta (4). No documento, o magistrado afirma que a decisão sobre afastamento cabe a Câmara de Vereadores.

"Dentre as medidas adotadas cautelarmente, consta o afastamento do cargo, como dito alhures, todavia, com o restabelecimento do status libertatis do acusado e encerrada a instrução criminal, encontrando-se o feito em fase recursal, entendo desnecessária a continuidade da medida que determinou o afastamento do acusado do cargo. Ademais, o afastamento ou não do cargo de Prefeito é inerente à atividade legislativa desenvolvida pela Câmara Municipal, órgão ao qual compete deliberar sobre a questão, por entender que se trata de questão interna corporis", afirma o juiz.

Câmara se reúne

Maioria dos vereadores da Câmara de Vereadores de Davinópolis
 decidiu afastar José Rubem da prefeitura — Foto: Divulgação

Após a decisão judicial, a Câmara de Vereadores de Davinópolis se reuniu em caráter de urgência. Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Davinópolis, por seis votos a zero, os vereadores decidiram afastar José Rubem da prefeitura.

José Rubem estava preso e foi solto

José Rubem estava preso pelo crime contra Ivanildo Paiva e recebeu liberdade provisória na última quarta (4), após decisão do juiz Marco Antônio. Ele também concedeu liberdade aos outros suspeitos de envolvimento no assassinato de Ivanildo, a exemplo de Antônio José Messias, Francisco de Assis Bezerra Soares, José Denilton Feitosa Guimarães e Willame Nascimento da Silva.

Na decisão, o juiz afirmou que não vislumbra conduta que venha subverter a ordem pública com a liberdade dos acusados, que não poderão se ausentar da comarca e serão monitorados eletronicamente por 100 dias. Todos também serão submetidos a júri popular.

Morte de Ivanildo Paiva

Local onde foi encontrado o corpo de Ivanildo Paiva/
 Foto reprodução: TV Mirante.
O corpo do então prefeito Ivanildo Paiva foi encontrado na manhã do dia 11 de novembro de 2018, a cerca de 2 km da sede da sua fazenda, na zona rural do município. O sepultamento aconteceu na manhã do dia 13 de novembro, no Cemitério Campo da Saudade, em Imperatriz, a 626 km de São Luís.

Após as investigações, a polícia realizou oito prisões, incluindo do vice-prefeito, José Rubem, apontado como mandante do crime. O presidente da Câmara de Vereadores de Davinópolis, Raimundo Nonato Martins (PRB), assumiu a prefeitura da cidade.

Além de José Rubem, no dia 11 de dezembro a polícia prendeu Francisco de Assis Bezerra Soares, conhecido como "Tita", que é policial militar no Pará e foi preso em Dom Elizeu. Também foram presos:

  • José Denilton Guimarães, conhecido como "Boca Rica", que é mecânico
  • Willame Nascimento da Silva, policial militar do Maranhão lotado em Grajaú
  • Jean Dearlen dos Santos, o "Jean Listrado", que é pistoleiro, segundo as investigações
  • Douglas da Silva Barbosa, de 22 anos, também foi preso por suspeita de participação no crime.

No dia 22 de dezembro, Carlos Ramiro se apresentou na delegacia com um advogado e ficou preso por força de um mandado de prisão relacionado ao caso.

No dia 27 de dezembro, o empresário Antônio José Messias foi preso em sua própria residência.

Do G1MA.

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